Resenha #437: How To Hack A Heartbreak - Kristin Rockaway (Graydon House)

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Título: How to Hack a Heartbreak
Título Original: ---
Autor: Kristin Rockaway
Série: ---
Páginas: 384
Ano: 2019
Editora: Graydon House
Sinopse*: Durante o dia, Mel Strickland é uma empregada mal paga da equipe de suporte técnico em uma incubadora de startups, a Hatch, onde ela ajuda o direito de brogrammers - "Hatchlings" - que não podem nem consertar seus próprios laptops, mas aparentemente a próxima onda de gênios de startups. E à noite, ela vai a encontros ruins com caras mal comportados com quem ela se depara no onipresente app de namoro, Fluttr.
Mas depois de muitas fotos de pênis, Mel se cansou. Usando suas brilhantes habilidades de codificação, ela cria um aplicativo próprio, que permite aos usuários registrar hackers e abusadores no espaço de encontros on-line. Chama-se JerkAlert e se torna viral da noite para o dia.
Mel está repentinamente no caminho da sua cabeça. Pior ainda, o quase namorado dela, o sonhador Alex Hernandez - o único cara não-idiota da Hatch - não tem ideia de que ela é o cérebro por trás do aplicativo. Logo, Mel se depara com uma escolha terrível: uma que poderia destruir sua carreira, vida amorosa e amizades, ou mudar sua vida para sempre.


Fico bastante feliz ao ver mais e mais romances estrelados por garotas de TI. Como uma mulher que trabalha na área, super me identifico com muitas situações que são descritas, fora a profissão obviamente. Além do que, o número de mulheres trabalhando na área cresce a cada dia. How to Hack a Heartbreak combina bem a questão do romance com o ambiente de trabalho na área, porém peca em alguns detalhes.

Mel é uma personagem que me identifiquei mais pela questão dela trabalhar de suporte do que outra coisa. É aquela história “ai gabi só quem viveu sabe” já que, assim como ela, eu também encontro minha cota de pessoas escrotas e mal-educadas. Porém o ambiente que ela trabalha é super tóxico e o próprio Chernobyl masculino. Felizmente onde eu trabalho passa longe disso.

Mel é uma programadora bastante inteligente e criativa, vide o JerkAlert, porém quando se trata de relacionamentos ela é bastante insegura, visto que ela não teve um bom exemplo vindo de seus pais. E são essas inseguranças que abalam seu relacionamento com Alex. Mel é do tipo “atira primeiro e pergunta depois”. Quando ela estava em dúvida sobre os sentimentos e comprometimento de Alex, ela não conversava com ele sobre suas inseguranças, o que gerou um bom vai-e-volta entre os personagens.

Sobre Alex, aparentemente ele era um dos poucos caras decentes do trabalho de Mel, mas ainda assim senti que não conheci ele direito. A história é narrada somente por Mel, então só o conhecemos através de suas opiniões (o que nem sempre eram as melhores, vide insegurança). Mas, pelo que é mostrado, Alex realmente estava comprometido em fazer dar certo com Mel.


Ponto positivo foi a discussão sobre o JerkAlert. Mel codificou o site para servir como um fórum onde as mulheres poderiam expor homens escrotos, casados, abusadores, etc. Mas fica o questionamento: até onde a pessoa ali exposta realmente é aquilo que estão acusando?

Essa discussão sobre o JerkAlert me fez lembrar de uma certa lista que estava rodando entre as mulheres aqui em São Luís com nomes de homens abusadores, agressivos e até estupradores. A priori, a lista era para ser repassada somente entre as mulheres e comunidade LGBT+, mas sabemos que nunca é assim. Como uma amiga minha pontuou na época: alguém poderia muito bem adicionar o nome de um cara simplesmente para se vingar. E foi realmente isso aconteceu. A coisa tomou uma grande proporção que a lista virou conta no twitter e um dos citados quase perde o emprego por seu nome ser IGUAL ao de outra pessoa na lista. Um outro foi acusado de transmitir DSTs e disse que ia processar quem quer que tivesse repassando a informação.

Mas por que todo esse depoimento do parágrafo passado? Simplesmente porque o JerkAlert chegou a esse ponto, criando uma inimizade maior ainda entre os usuários de aplicativo de encontro. O que começou como algo que poderia ajudar mulheres se virou contra as próprias. E é nesse momento que vemos o quanto algo na internet pode tomar grandes proporções.

Apesar de suas problemáticas, How to Hack a Heartbreak foi uma boa leitura. Não teve a melhor abordagem sobre alguns detalhes da área de TI, mas gostei só pelo espaço que a autora mostrou o quanto as mulheres estão começando a dominar a área.

14 comentários:

  1. Nossa! Achei interessante o livro e não conhecia, já estou curiosa para ver se alguma editora comprará os direitos autorais e lançará no Brasil, agora já tenho a vantagem de conhecer mais o livro pela sua resenha.
    Bjs
    https://eternamente-princesa.blogspot.com/

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  2. Oi, Lu! Tudo bom?
    Eita eu me surpreendi bastante com o decorrer da premissa que tu apontou. Realmente, a internet é um troço que ao mesmo tempo em que ajuda muito com o alcance, pode virar uma bola de neve que atropela sem parar e_e
    O livro não me interessou taaaanto, mas a capa é uma gracinha!

    Beijos,
    Denise Flaibam.
    www.queriaestarlendo.com.br

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  3. Oi, Lu
    Em questão a trama, eu acho legal trazer personagens que saem da caixinha, como as programadoras. Minha amiga também é e ela conta a dificuldade em ser ouvida pelo fato de ser mulher em uma área completamente movida por homens. Mas em relação ao site, eu acho que cada um tem sua particularidade. Eu acho interessante a ideia, mas o problema é que as pessoas condenam muito facilmente e o julgamento da pessoa fica prejudicado. Será que realmente tão falando a verdade? É uma questão bem complicada sabe? O que é triste porque precisamos expor esse tipo de pessoa para que possamos enfim nos sentir mais seguras e de alguma forma livre. Mas é algo a se pensar mais profundamente e não na loucura.
    Beijo
    https://www.capitulotreze.com.br/

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  4. Oi Lu! Sempre bom quando existe identificação com o person. Bem interessante a questão da lista. Já quero o livro em português!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  5. Oi, Lu

    Eita que agora essas listas viraram moda na literatura e até em SLZ, foi? Tô lendo Whisper Network e tem a mesma coisa. Hahahaha Realmente, é uma problemática a ser discutida porque um nome é apenas um nome que pode carregar várias pessoas diferentes...

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  6. Eu também gosto muito quando vejo livros sobre mulheres em áreas consideradas "predominantemente" masculinas. É bem grl pwr hahah
    Me lembro bem na época que essa lista estourou. Muitas reputações foram manchadas, algumas com motivos mas outras, infelizmente, sem motivo algum além de alguém querendo vingança. Gostei de que isso foi abordado através do JerkAlert, porque tem toda uma discussão bem bacana que pode ser feita através disso.

    Abraço,
    Parágrafo Cult

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  7. Oi Lu!
    Que pena que pecou em alguns momentos. O casal parecia promissor. Eu so sei que curti o fancast que tu fez com dois atores la no ig KKK. The 100 mandou beijos KKKK.

    Abraços
    Emerson
    http://territoriogeeknerd.blogspot.com/

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  8. Acho que pra quem não trabalha na área, pode ser legal ter essa leitura como uma iniciação em entender do que se trata a profissão e como as mulheres são tratadas nesse meio.
    Gostei da premissa do livro e achei muito bacana você comentar sobre a tal JerkAlert.
    Beijo, Blog Apenas Leite e Pimenta ♥ | Instagram - Vem interagir no Insta tbm!

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  9. Amei sua resenha, Lu. Eu não conhecia o livro e achei super interessante o tema abordado. Fiquei com bastante vontade de conhecer a história a fundo! ❤

    https://www.kailagarcia.com

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  10. Olá, Luiza.
    Eu estou vendo bastante protagonistas que trabalham na área mesmo. Mas a maioria das vezes só citam o emprego e mais nada hehe. Quando vi essa coisa de lista a primeira coisa que pensei foi e se colocam o nome de ex por despeito ou vingança. Infelizmente o povo é sem noção a esse ponto e quando vai ver o mal já está feito.

    Prefácio

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  11. Oi Lu
    Achei muito legal a premissa desse livro.
    Não fiquei sabendo sobre esse caso da lista que rolou em São Luiz .Mas é verdade ,no meio de tanta gente que foi abusada de verdade sempre aparece alguém que mente e infelizmente isso acaba fazendo muita gente a duvidar das vítimas de verdade.
    É tão triste.

    Amei a sua resenha
    Beijos

    Meu mundinho quase perfeito

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  12. Oi Lu! Eu não lembro de ter lido nada que a protagonista trabalhasse em algo semelhante ao que trabalho, deve ser legal ler uma obra que nos proporcione uma identificação assim. O livro parece ser bem legal e eu fiquei gamada nessa capa. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  13. Eu já adorei a sinopse hahah, com certeza esse livro é cheio de reviravoltas e ja imaginei mil coisas acontecerem por conta desse aplicativo kkk

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