25 dezembro 2018

Resenha #343: Um Conto de Natal - Charles Dickens (L&PM)

Título: Um Conto de Natal
Título Original: A Christmas Carol
Autor: Charles Dickens
Série: ---
Páginas: 144
Ano: 2003 (primeira publicação: 1843)
Editora: L&PM
Sinopse: "Um Conto de Natal" do britânico Charles Dickens (1812-1870) é uma das histórias mais famosas da literatura ocidental. O enredo nos traz a figura de Ebenezer Scrooge, um avarento homem de negócios londrino, rabugento e solitário, que não demonstra um pingo de bons sentimentos e compaixão para com os outros. Scrooge não deixa que ninguém se aproxime e rompa a sua dura carapaça, preocupando-se apenas com os negócios, o dinheiro e os lucros. No anoitecer frio da véspera natalina, ele é visitado pelo fantasma de Jacob Marley (seu antigo sócio comercial, morto há sete anos) que o repreende e anuncia que Scrooge se prepare, pois será visitado por três espectros do seu próprio passado, presente e futuro... A história da redenção do velho Scrooge vêm comovendo adultos e crianças de todas as épocas.
A história foi escrita entre outubro e novembro de 1843, para ser publicada em capítulos de jornal, com ilustrações de John Leech, em dezembro do mesmo ano. O enredo é familiar a todos: foi filmado várias vezes e televisionado; adaptado para o teatro e para crianças. Transformado em desenho animado e HQs. A figura e o personagem de Scrooge teve vários descendentes literários, um dos mais célebres é o Tio Patinhas de Walt Disney: "Uncle Scrooge McDuck" em inglês.


Um Conto de Natal - ou A Christmas Carol - é um clássico de Charles Dickens que sempre é uma das primeira referências quando se trata de obras literárias natalinas. A obra conta a história de Ebenezer Scrooge, um homem de negócios avarento e sovina, que recebe a visita dos três Espíritos de Natal: Passado, Presente e Futuro.

Escolhi esse livro para ser o livro de tema natalino desse ano. Confesso que estava com medo de ser uma leitura bem enfadonha, mas como eram poucas páginas, resolvi arriscar. No fim das contas, me diverti bastante com a história.

Com a visita dos três Espíritos, vemos como Scrooge influenciou a vida das pessoas ao seu redor, de forma involuntária ou não. Com o Espírito do Passado, vemos como ele foi uma criança bastante solitária por boa parte da infância e isso influenciou bastante o seu modo de ser depois de adulto e sua visão sobre o Natal. Com o Espírito do Presente, acompanhamos a vida de algumas pessoas que ainda tem esperança que o velho rabugento se anime, pelo menos, na época de Natal. E na visita do Espírito do Futuro, lhe é mostrado o que o aguarda caso ele continue sendo a mesma pessoa.

Um Conto de Natal contém a essência de qualquer filme feito para essa época. Não tem tanta profundidade em certos assuntos, mas deixa aquele quentinho no coração quando termina. Confesso que em alguns momentos eu me senti meio perdida em algumas descrições, mas a história é bem desenvolvida nas suas poucas páginas.

Podemos associar Scrooge com o nosso velho Dom Casmurro: um senhor rico, mas ranzinza e solitário. Diferente do personagem brasileiro e sua obsessão por uma traição que não existiu, Scrooge se isola de tudo e todos, achando que Natal é só mais uma época do ano para trazer gastos. Pela época que foi escrito (1843), a Inglaterra estava vivendo a Revolução Industrial e Dickens escreveu essa história para pagar algumas dívidas. Logo, ele faz algumas críticas sobre o que o dinheiro traz e não traz. Por exemplo, quando lhe é mostrado seu futuro, Scrooge vê que morreu em um certo conforto, mas não havia ninguém para chorar sua perda.


O nome Charles Dickens carrega o peso de ser um autor de várias obras clássicas; logo pensamos que tem uma escrita bem rebuscada e cansativa, mas longe disso. Creio que por ter sido escrito para ser publicado em jornais (único meio de comunicação de fácil acesso para a classe operária na época), a escrita é bem fácil e fluída, sem muitos floreios. E as poucas páginas ajudam para que a leitura seja bem rápida.

O conto é dividido em cinco capítulos. Como dito que era para publicação em jornal, eles são um tanto grandinhos, mas logo que você se vê envolvido na história, eles passam sem nem se ver. Gostei que, no ebook que eu li, eles deixaram as ilustrações feitas por John Leech.

Um Conto de Natal é conhecido por suas várias adaptações de todas as formas (até a Barbie já teve sua versão). Scrooge até hoje é sinônimo de uma pessoa avarenta e ranzinza, tendo sido inspiração para vários personagens, como o Tio Patinhas (em inglês, ele é chamado de Uncle Scrooge McDuck). Gostei bastante da experiência e super recomendo para quem queira sair um pouco da zona de conforto.

13 comentários:

  1. Eu já cheguei a ver uma adaptação dessa história em filme. Nem sabia que era um livro na verdade. Fiquei curiosa para ler.

    www.vivendosentimentos.com.br

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  2. esse é um classico, sempre lembro do desenho do Tio Patinhas, quero muito ler o conto pq adoro Dickens

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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  3. Oi Lu, feliz natal!
    Nunca li nada do Charles Dickens, mas tenho vontade! Ótima dica, adoro conferir clássicos da literatura ;)
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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  4. Oi Lu, eu já vi várias versões desse conto, mas nunca li o conto! Espero conseguir no próximo natal!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  5. Oie!
    Quero tanto ler esse conto, mas acho que vou deixar para o natal do ano que vem haha Parece ser muito bom porque deve trazer umas mensagens lindas, além de ser um clássico, claro! Adorei saber que a leitura não é tão carregada.
    Beijos
    Our Constellations

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  6. Oiii Lu

    Nem sabia que o Tio Patinhas estava inspirado no personagem do Scrooge, que bacana isso. Eu adoro essa história do Dickens, a mensagem é profunda e inspiradora se a gente parar pra analisar e o conto é envolvente, mesmo quando a gente ja conhece a história em virtude de tantas adaptações. Eu assisti recentemente uma com o Jim Carrey, gostei bastante de relembrar.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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  7. Oi Lu.Quanto tempo não dou as caras por aqui.

    Conheci esse conto primeiro em uma adaptação da Disney com o tio Patinhas
    Depois li o conto do Dickens e como você estava com receio de ter uma escrita rebuscada.Gostei bastante desse livro , nem sei porque não li mais nenhum do Dickens .

    Beijos

    Meu mundinho quase perfeito

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  8. Oi Lu,

    Acho bacana sair um pouco da zona de conforto de vez em quando e já ouvi muito sobre esse livro.
    Que bom que gostou.
    Bjs e uma boa semana!
    Diário dos Livros
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  9. Oie Lu =)

    Acho que a grande maioria das pessoas assim como eu tiveram o primeiro contato com essa obra na adaptação da Disney fez com o tio Patinhas. Ainda não li nada do Dickens, justamente por ter medo que a escrita seja muito rebuscada e isso acaba sempre me deixando um pouco entediada na leitura rs...

    Mas, depois da sua resenha acho que vou dar uma chance ^^

    Beijos;***
    Ane Reis | Blog My Dear Library.

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  10. Oi Lu! Eu sempre quis ler, mas tinha medo de ter uma linguagem rebuscada. Já vi várias adaptações, mas sempre é bom conhecer o original.Gostei de saber que é uma leitura fluida e até mesmo divertida. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  11. Oi Lu, tudo bem?
    Essa história sempre me lembra um gibi do Tio Patinhas que eu tenho, inspirado nesse conto hahaha! Um dia quero ler, mas a memória afetiva me faz lembrar do gibi mesmo.
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  12. Oi Lu,
    Ainda não li, mas quero! E confesso que não vi nenhuma adaptação dessa história ainda, eu nunca fui fã do Tio Patinhas, rs.
    Beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com.br

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