26 junho 2018

Resenha #291: Sociedade da Rosa - Marie Lu (Rocco Jovens Leitores)

Título: Sociedade da Rosa
Título Original: The Rose Society
Autor: Marie Lu
Série: The Young Elites #2
Páginas: 336
Ano: 2016
Editora: Rocco Jovens Leitores
Sinopse: Nome em ascensão na literatura young adult, Marie Lu conquistou seu lugar nas listas dos mais vendidos dos EUA com as séries Legend e Jovens de Elite, ambas com direitos de adaptação para o cinema adquiridos por grandes estúdios.
Sociedade da Rosa é o segundo volume da saga de fantasia medieval Jovens de Elite e mostra a jovem Adelina Amouteru com sede de vingança. Depois de ser renegada pela família, ela é traída por aqueles em quem confiou, e parte em busca de outros malfettos — sobreviventes da febre do sangue que, como ela, possuem dons fantásticos —, para formar um exército próprio e combater a Inquisição do Eixo. Mas o ódio e o medo que a alimentam podem levá-la por caminhos perigosos, e uma oferta tentadora vai testar a verdadeira natureza dos seus poderes e de sua personalidade. Uma sequência de tirar o fôlego para uma saga épica.


ATENÇÃO! Se você não leu os livros e/ou resenhas anteriores, pode conter spoiler

Sociedade da Rosa é continuação direta de Jovens de Elite. Após ser expulsa da Sociedade dos Punhais, Adelina parte junto com Violetta (sua irmã) em busca de outros Jovens de Elite com o propósito de construir seu próprio exército, intitulado Sociedade da Rosa.

Em sua busca, além de encontrar o apoio que procurava, ela começa a traçar todo um plano, não mais somente de vingança; agora Adelina quer reinar sobre tudo e todos. Mas até que custo ela está disposta a pagar para que seus planos se concretizem?

Após o final de Jovens de Elite, eu estava esperançosa que poderia me apegar um pouco mais a Adelina nesse livro. Não foi bem assim que aconteceu. Apesar da Marie Lu desenvolver a personagem e o quanto seu poder a afeta, eu ainda não consigo ver Adelina como aquela vilã/anti-heroína que ouvi todo mundo comentar. Eu juro que tentei com todas as forças gostar da personagem, visto meu histórico de sempre me afeiçoar aos vilões, mas não foi o que rolou aqui.

No meu ver, algumas das atitudes da personagem são um tanto baseadas em birras e recalque. Como eu li em uma resenha no Skoob, as motivações de Adelina são um tanto superficiais. Bem algo do tipo “To fazendo nada, vou ali roubar uma coroa pra mim”. OK que ela quer tomar o poder de Giuletta com a intenção de ajudar os malfettos e mudar como eles são tratados, mas até que outro personagem não surgisse com essa história de ser Adelina no poder, ela não tinha nem cogitado a hipótese. E eu nem vou começar a falar de algumas motivações serem baseadas em certos sentimentos por um personagem. Até o presente momento, eu comparo Adelina com a Daenerys (Game of Thrones): suas motivações para querer o poder máximo são simplesmente baseados no “eu quero e ponto” e batendo o pé que é pra dar ênfase. (Percebe-se que não sou nada fã da Targaryen).

Outro ponto que me incomoda muito é a linha de raciocínio da Adelina. OK que ela é super afetada pelo seu poder de ilusões, o que é algo a se esperar, mas a rapidez com que ela muda de opinião e de pensamento é uma coisa absurda. Isso casa com o lance das motivações superficiais. É uma transição rápida; agora ela tem uma opinião, mas daqui a cinco segundos é outra completamente diferente.

E a cereja do bolo foi o princípio de inserção de um triângulo amoroso. Marie Lu, amiga, na moral.. Me ajuda a te ajudar. Já não basta a Adelina basear sua sede de vingança na morte de um carinha aí, ainda me coloca um outro macho que, DO NADA, se vê interessado nela? Gente, em pleno ano de 2016 (ano que foi lançado o livro)... Eu só observo...


OK Luiza Helena… se isso tudo te incomodou, então por que deu babadíssimo para o livro?

Um dos principais motivos é a escrita da Marie Lu. Como falei na resenha anterior, ela é direta e fluída, sem atentar muito a descrições desnecessárias. E isso faz com que a leitura te envolva e devore o livro. Os personagens secundários também influenciaram. Apesar de não serem muito trabalhados justamente pelo fato de boa parte da narração ser feita pela visão de Adelina, eles continuam sendo de extrema importância, ainda mais pelo fato de quase todos eles serem responsáveis pelas atitudes que levam Adelina ao lado negro da força.

Nesse livro temos adição de novos personagens. O que mais me chamou atenção foi o Magiano. O seu poder se assemelha muito ao da Vampira (X-Men) e, pra mim, é o mais legal até agora. Pra que se ter somente um poder se você pode imitar o poder de vários outros? Violetta (irmã de Adelina) tem um pouco mais de destaque na história, por muitas vezes fazendo o papel de consciência da irmã. Ela e Magiano são a base para que Adelina não sucumba à loucura que seu poder traz e espero que essa ligação seja mais explorada no próximo livro.

Temos a participação dos outros Jovens de Elite, destacando Rafaelle. Desde o livro passado, Rafaelle é um personagem todo trabalhado na melancolia e eu acho isso bacana porque dá uma quebrada na agitação e paixão que é Adelina. Nesse livro, ele é o responsável por várias decisões que irão culminar no ápice da mudança em Adelina.

Teren também foi outro personagem de destaque. Desde o livro passado, vemos o quanto ele é devoto da rainha, mas seu desprezo e aversão aos malfettos falam mais alto. Eu já suspeitava quais seriam suas atitudes futuras e como elas envolviam Adelina, mas ainda assim fiquei bem surpresa como tudo se desenrolou. A tensão e angústia de uma certa cena… Me senti como se estivesse no ambiente, observando tudo com esses olhinhos.

A rainha Maeve foi uma personagem que poderia ter tido mais destaque, principalmente por conta do seu poder e como o reino trata os malfettos. O seu relacionamento com Lucent poderia ter sido melhor encaixado, mas confesso que achei um tanto jogado no meio da ação e adrenalina.

O ponto alto da história é justamente Adelina e seus poderes. Como ela passou boa parte da sua vida com seu poder reprimido, vemos o que custa pra ela usá-lo: sua sanidade. Vemos sua instabilidade em discernir o que é real e o que é manifestação do poder e o quanto ela está dependente dele. E esse processo culmina em uma cena bem forte e tensa entre as duas irmãs, que é uma das minhas preferidas até agora.

Mesmo não atendendo todas as minhas expectativas, Marie Lu não me decepciona quando se trata em finais bombásticos. A sequência de ação dos capítulos finais são de tirar o fôlego e muito bem escritas, principalmente pelo fato da Adelina usar seu poder nas outras pessoas. Nos é revelado algumas informações importantes sobre os Jovens de Elite e os seus poderes, que me deixou bem ansiosa para dar continuação à série.

Apesar de alguns pontos negativos, Sociedade da Rosa conseguiu manter a história no mesmo nível que Jovens de Elite. Não sei muito o que esperar de A Estrela da Meia-Noite, porém creio que será um final condizente ao que já nos foi mostrado até aqui.


Resenhas anteriores
Livro 1 - Jovens de Elite (The Young Elites)

7 comentários:

  1. Oi, Lu!
    Lá vou eu pular a resenha, porque quero muito ler essa trilogia. Marie Lu pra sempre em nossos corações, né? <3 hahaa Já está na minha lista e espero ler em breve.
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

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  2. Super amei *U*

    Beijos,
    www.thalitamaia.com

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  3. Oi, Lu
    Até que você deu uma nota muito boa se comparado a não gostar da protagonista. Eu também acho que quando o motivo por detrás de tal coisa é lá um pouco banal, eu sempre acho que ela perdeu o crédito comigo, aí fica difícil gostar dela ou vê-la de outra forma, infelizmente.
    Ao menos a Marie Lu compensa com a narrativa porque se fosse eu, já teria desistido da série.
    Beijos
    http://www.suddenlythings.com/

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  4. Oi Lu, eu sou tanto de livros de fantasia, mas esse tem meu interesse porque toda resenha que leio falam da Adelina, chocada que vc não gosta dela rsrsrsrs. Que bom que apesar dos pesares vc curtiu a obra!

    Bjs, Mi


    O que tem na nossa estante

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  5. Adorei a sinopse, mesmo não sendo fã desse estilo de livro, parece ser bem bacana
    Blog Entrelinhas

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  6. Oi Lu!
    Eu gosto da Adelina e essas mudanças de humor dela nunca me incomodaram, mas eu entendo. E como eu comentei contigo. Por ter lido Legend antes, você deve ter uma expectativa maior quanto a trilogia da autora do que eu que fui sem esperar nada mesmo.
    Eu gostei pacas desse livro, principalmente do relacionamento do Magiano e dela. E sobre o triangulo, ja adianto, não e bem como você ta pensando.
    Sobre o desfecho, o legal é que teremos mais narradores no proximo livro.

    Abraços
    David
    https://territoriogeeknerd.blogspot.com/

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  7. Oi, Lu! Tudo bom?
    Como eu já te surtei a respeito, AMO A ADELINA TANTO QUE MEU DEUS KAJSNFUOASBGAUO meu sonho de vida escrever uma personagem tão caótica quanto ela. Eu aaaaaaaaamo o arco dela nesse livro justamente por esse equilíbrio (ou falta dele) em relação aos poderes e à sanidade dela ASKJFNASUOBASGUOGBASUOASG
    E O MAGIANO MEU DEUS DO CÉU EU AMO UM PERSONAGEM E É ESTE!!!!!!!!

    Beijos,
    Denise Flaibam.
    www.queriaestarlendo.com.br

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